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terça-feira, 26 de abril de 2016

DEZ COISAS QUE DEUS QUER EM RELAÇÃO A VOCÊ

DEZ COISAS QUE DEUS QUER EM RELAÇÃO A VOCÊ

 

1.    Que você creia Nele – Hebreus 11

2.    Que você seja salvo

a.    Para isso Ele providenciou um meio, só um, e esse meio é Jesus – João 3.16 / João 6.68 e 69 / João 14.6 / Atos 4.12

3.    Que você, uma vez salvo e fazendo parte do povo de Deus, viva em comunhão com esse povo – Atos 2.42 / Hebreus 10.24 e 25

4.    Que você não se amolde ao padrão deste mundo, e sim à boa, agradável e perfeita vontade de Deus – Romanos 12.1-2

5.    Que você se desvencilhe de embaraços e pecados para que possa seguir com perseverança a carreira que lhe foi proposta por Deus – Hebreus 12.1-2

6.    Que você seja obediente / Isaías 1.13-19 / Mateus 7.21-27

a.    Não desobedeça nem com a melhor das intenções, como fez Saul - I Samuel 15, com destaque para os versos 22 e 23

7.    Que você esteja pronto a servir – Mateus 20.25-28

8.    Que você seja um verdadeiro adorador – João 4

9.    Que você o ame sobre todas as coisas e ao próximo como a você mesmo – Mateus 22.36-40 / 1 Coríntios 12.31-13.3

10. Que você seja muito abençoado nesta vida e muito mais no porvir – João 10.10 / Mateus 6.33 / Efésios 2.1-7 com destaque para o verso 7

quarta-feira, 20 de abril de 2016

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL

Pr. Walmir Vigo Gonçalves – Primeira Igreja Batista em Muqui – ES

 

20/04/2016

 

Estudo elaborado a partir de outros cujas referências se encontram ao final.

 

01. Hoje é o dia em que nós, Batistas Brasileiros, celebramos a Deus pela Escola Bíblica Dominical. Então nosso assunto hoje é esse, EBD – Escola Bíblica Dominical.

02. É escola porque é instituição de ensino, é Bíblica porque ensina a Bíblia e é, no nosso caso, Dominical, porque é no Domingo que nos reunimos com esse propósito. Alguns há que em e por causa de seu contexto acharam por bem mudar o dia mas permaneceram com o nome EBD, com a diferença de que o D passou a indicar não mais o dia, e sim o dinamismo dessa agência de ensino, ficando assim: Escola Bíblica Dinâmica. Não importa, o objetivo é o mesmo.

03. Paulo, escrevendo a Timóteo, diz que Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.” (2 Timóteo 3:16 RC). E quando ele escreve aos Efésios, fala sobre o fato de que Deus chamou alguns para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores – pessoas que ensinam, portanto. O objetivo é o aperfeiçoamento dos santos, a edificação do corpo de Cristo, “para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente.” (Efésios 4:14 RC)

04. Nos tempos do Antigo Testamento o Pai era orientado a ensinar ao seu filho a lei de Deus e isso ele devia fazer assentado, de pé, deitando, levantando... enfim, de todas as formas possíveis.

05. E de todas as formas possíveis hoje também a Palavra de Deus deve ser ensinada, e uma dessas formas, uma excelente forma, é a EBD, seja ela "Dominical" ou "Dinâmica".

06. Mas é uma "via de mão dupla". Quero dizer com isso que a igreja tem o dever de prover os meios de ensino, mas cada membro em particular tem o dever de fazer uso desses meios que a igreja tem procurado prover. Qual tem sido a sua atitude?

07. Vejamos apenas três coisas sobre a EBD nesta manhã: o que é, qual a origem e qual a importância.

 

O QUE É A EBD?

 

08. A EBD é uma agência de ensino do reino de Deus. É um método de ensino da bíblia que objetiva levar o aluno a crer em Jesus como único e suficiente Salvador, crescer na fé e no conhecimento bíblico e colocar em prática aquilo que se aprendeu.

09. O Pr. Kleberson Gonçalves, em palestra desenvolvida para ser apresentada na PIB Camargo Novo em Abril de 2013, falou, palavras dele mesmo ou citando alguém, sobre a EBD:

a.    É departamento mais importante da igreja, porque evangeliza enquanto ensina, cumprindo assim, de forma cabal, as duas principais demandas da Grande Comissão, que nos entregou o Senhor Jesus (Mt 28.19-20);

b.    É a única agência de educação popular de que dispõe a igreja, a fim de divulgar, de maneira devocional, sistemática e pedagógica, a Palavra de Deus sendo esta o livro texto da Escola Dominical. Como diz Hernandes Dias Lopes “É inspirada por Deus e escrita por homens santos; ela é nascida no céu, amada na terra e perseguida pelo inferno. A Bíblia é o livro dos livros: O livro mais lido e o mais negligenciado; o livro mais amado e o mais odiado; o livro mais publicado, mais comentado e mais difundido de toda a história da literatura universal”

c.    É lugar de discipulado, treinamento e aperfeiçoamento dos santos para obra do ministério. Essa escola informa, transforma e treina pessoas para a realização da obra de Deus.  Uma pesquisa efetuada pelo Dr. C. H. Benson referenda o que está sendo dito: “Um cálculo muito modesto assinala que 75% dos membros de todas as denominações, 85% dos obreiros e 95% dos pastores e missionários foram, em algum tempo, alunos da Escola Bíblica Dominical”.

 

QUAL A ORIGEM DA EBD?

 

10. A EBD nasceu do coração e da visão de um jornalista Episcopal chamado Robert Raikes em 27 de julho de 1780. Certo dia em sua sala enquanto escrevia acerca do sistema carcerário na Inglaterra, observou de sua janela crianças de sua cidade sem horizontes, sem rumo, falando palavrão e largadas nas ruas. O índice de criminalidade juvenil estava em alta. Isto se deu  bem na época da Revolução industrial em que tanto os pais como os filhos trabalhavam nas fábricas. Aos domingos enquanto os pais descansavam, as crianças e adolescentes ficavam jogados nas ruas sem estudo, sem nenhum cuidado do governo.  Não havia escolas publicas. Os mais abastados colocavam seus filhos em escolas particulares enquanto os filhos dos operários ficavam a míngua sem nenhuma assistência. Comovido com esta situação, Raikes saiu pelas ruas convidando os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Junto com o ensino religioso, ele também ministrava aulas de gramática, história, matemática etc. Não demorou muito e a escola de Raikes já estava bem popular. Com a popularidade veio muita perseguição inclusive de muitas igrejas que criticavam seu serviço no “dia do Senhor”. No dia 03 de Novembro de 1783 Raikes publicou os resultados de seu trabalho em seu Jornal. Este ficou sendo a data escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.

11. O Pastor Antonio Gilberto a esse respeito escreve: “Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agencia de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe”

12. No Brasil o nascedouro foi a cidade imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro em 19 de agosto de 1885. Neste dia os missionários escoceses Robert e Sara Kalley dirigiram a primeira EBD em solo brasileiro. O grupo era pequeno apenas cinco crianças, mas foi o suficiente para que este trabalho florescesse e alcançasse os lugares mais retirados de nosso país.

 

QUAL A IMPORTÂNCIA DA EBD?

 

13. O saudoso Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, falando sobre a EBD, destacou, citando trecho bíblicos, o fato de que o ensino, no caso, o ensino na EBD, é importante:

a.    Para as gerações futuras: “Ensinem-nas a seus filhos, conversando a respeito delas quando estiverem sentados em casa e quando estiverem andando pelo caminho, quando se deitarem e quando se levantarem” (Dt 11.19) / “Disse ele aos israelitas: No futuro, quando os filhos perguntarem aos seus pais: ‘Que significam essas pedras?’ Expliquem a eles: Aqui Israel atravessou o Jordão em terra seca” (Js 4.21-22)

b.    Para a geração presente: “Pois tudo o que foi escrito no passado, foi escrito para nos ensinar, de forma que, por meio da perseverança e do bom ânimo procedentes das Escrituras, mantenhamos a nossa esperança.” (Rm 15.4)

c.    Para aqueles que ensinam, porque é um dom dado por Deus: “Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine;” (Rm 12.7)

d.    Porque não basta ir: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. (Mt 28.19-20)

e.    Porque o Espírito Santo ensina e lembra: “Mas o Conselheiro, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, lhes ensinará todas as coisas e lhes fará lembrar tudo o que eu lhes disse.” (Jo 14.26)

f.     No templo e de casa em casa: “Todos os dias, no templo e de casa em casa, não deixavam de ensinar e proclamar que Jesus é o Cristo.” (At 5.42)

g.    Para que haja firmeza: “Se trabalhamos e lutamos é porque temos colocado a nossa esperança no Deus vivo, o Salvador de todos os homens, especialmente dos que creem. Ordene e ensine estas coisas.” (1Tm 10.11)

h.    Para que continue havendo homens fiéis que ensinem outros: “Portanto, você, meu filho, fortifique-se na graça que há em Cristo Jesus. E as palavras que me ouviu dizer na presença de muitas testemunhas, confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros.” (2Tm 2. 1-2)

14. Mas ainda podemos dizer um pouco mais sobre essa importância. A EBD é importante porque nela o ensino é bíblico, e a Bíblia é, dentre outras coisas:

a.    Lâmpada/luz: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.” (Salmos 119:105 RC) / “E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia esclareça, e a estrela da alva apareça em vosso coração,” (2 Pedro 1:19 RC)

b.    Espada: “Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus,” (Efésios 6:17 RC)

c.    Aguilhão e prego bem fixado: “As palavras dos sábios são como aguilhões e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor.” (Eclesiastes 12:11 RC) – Fere, guia, alcança resultados e dá firmeza

d.    Agente de santificação: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17:17 RC) / “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.” (Salmos 119:9 RC)

e.    O livro que nos diz como ser libertos do pecado

f.     O livro que nos ajuda a reconhecer ensino verdadeiro e ensino falso

g.    O livro que nos provê de bom conselho para nossos problemas

h.    E, por fim, a EBD é importante porque nela o ensino é bíblico, e a Bíblia é nosso manual de fé e conduta. Nós Batistas temos vários documentos escritos, dentre ele a Declaração Doutrinária e a Declaração de nossos princípios. Dentro de nossos princípios consta a questão da autoridade, que inclui a Bíblia como Palavra de Deus. E sobre a Bíblia assim está escrito: A Bíblia fala com autoridade porque é a Palavra de Deus. É a suprema regra de fé e prática porque é testemunha fidedigna e inspirada dos atos maravilhosos de Deus através da revelação de si mesmo e da redenção, sendo tudo patenteado na vida, nos ensinamentos e na obra salvadora de Jesus Cristo. As Escrituras revelam a mente de Cristo e ensinam o significado de seu domínio. Na sua singular e una revelação da vontade divina para a humanidade, a Bíblia é a autoridade final que atrai as pessoas a Cristo e as guia em todas as questões de fé cristã e dever moral. O indivíduo tem que aceitar a responsabilidade de estudar a Bíblia, com a mente aberta e com atitude reverente, procurando o significado de sua mensagem através de pesquisa e oração, orientando a vida debaixo de sua disciplina e instrução. A Bíblia, como revelação inspirada da vontade divina, cumprida e completada na vida e nos ensinamentos de Jesus Cristo, é a nossa regra autorizada de fé e prática.

 

CONCLUINDO

 

15. Concluo citando novamente Isaltino, que disse:

 

No livro O mundo de Sofia, o doutrinador de menina Sofia diz que a criança é  o verdadeiro filósofo, porque ainda não perdeu a capacidade de se encantar. Os adultos se acostumaram com as verdades, com o mundo, perderam esta capacidade de se encantar. As coisas se tornaram rotina. O doutrinador lhe escreve: “Podemos dizer que um filósofo permanece a vida toda tão receptivo e sensível às coisas como um bebê. E agora você precisa se decidir, querida Sofia: você é uma criança que ainda não se ‘acostumou’ com o mundo? Ou você é uma filósofa capaz de jurar que isto nunca vai lhe acontecer?”

 

Quando acontece de nos “acostumarmos” à vida espiritual, perdemos a capacidade de nos encantarmos, na área espiritual, e perdemos também a capacidade de aprender algo novo. Já sabemos tudo e tudo se tornou rotina. Espero que os participantes deste encontro ainda estejam encantados. Com a Bíblia, com a igreja, com a EBD, com sua tarefa. Porque gente que fez da vida espiritual uma rotina não consegue impactar ninguém. É preciso que nos impressionemos com o mundo da igreja para impressionarmos os outros. E muito mais necessário é que nos impressionemos com a Bíblia e seu estudo para conseguirmos ensiná-la de maneira impactante. Porque o ensino que impacta vidas depende fundamentalmente de algo bem simples: que seja ministrado por pessoas que foram impactadas.

 

 

FONTES DE CONSULTA EXTRA-BÍBLICAS:

 

·         http://prkleberson.blogspot.com.br/2013/04/a-importancia-da-ebd-ii-tim314-17-tito.html

·         http://www.isaltino.com.br/2011/11/ebd-um-ensino-para-impactar-vidas/

·         http://www.ebdonline.com.br/definicao.htm

quarta-feira, 13 de abril de 2016

RELIGIÃO VÃ

RELIGIÃO VÃ

 

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Em Tiago 1.26 lemos que se alguém cuida ser religioso mas não refreia a sua língua, a religião desse é vã.

Uma história ilustrativa nos dá conta de que havia na antiga Grécia uma escola célebre de homens piedosos e refletidos, chamados Pitagorianos. Se alguém quisesse entrar nessa sociedade, devia comprometer-se a guardar silêncio durante três anos. Se cumpria fielmente... os filósofos acolhiam-no no seu grêmio (círculo, sociedade).

Talvez a razão dessa condição resida no fato de que uma das coisas mais difíceis para o homem seja dominar a língua.

F. W. Foester disse certa vez: “Para que serve a bondade de coração se a língua sem freio não lhe obedece? As maiores divisões entre os homens e as maiores desgraças do mundo provém de línguas soltas demais. Por uma palavra injuriosa (ofensiva, humilhante), às vezes sem importância, os homens se matam uns aos outros, e as mais velhas amizades são freqüentemente rompidas por uma tagarelice tola”

É um fato bastante claro que Jesus costumava ensinar e exortar sempre contra o mal. Em Lucas 12.1, por exemplo, encontramo-lo falando aos seus discípulos, exortando-os à cautela quanto ao que ele chamou de “fermento dos fariseus”, símbolo da influência corruptora do mal. No texto em questão, Jesus diz que esse “fermento” é a hipocrisia. Com isso Jesus estava dizendo que os fariseus mascaravam com religiosidade aparente a sua condição corrupta intrínseca.

Tiago parece seguir o mesmo método de ensino de Jesus, procurando “desiludir os que se contentam só com os princípios e cerimônias da religião, esquecendo-se da sua influência sobre o procedimento; e fá-los ver que, nesse caso, a religião se lhes torna vã”.

No versículo inicial podemos identificar alguns aspectos possíveis na vida religiosa de uma pessoa. Vejamos:

 

1) A Pessoa Supõe Ser Religiosa – Tiago não fala sobre uma pessoa que, conscientemente, põe uma máscara religiosa. A pessoa de quem Tiago fala é alguém que realmente se considera religiosa na prática; uma pessoa que até cumpre princípios externos exigidos por sua religião. Segundo o costume atual: vai aos cultos, contribui com o dízimo, abstém-se de algumas coisas que causam dificuldades, como fumo, bebida, jogos de azar, etc. É uma pessoa que está ali não com a intenção de enganar qualquer dos irmãos. Até certo ponto poderíamos dizer tratar-se de uma pessoa sincera.

 

2) Mas Essa Pessoa Não Refreia a Sua Língua – A pessoa a que Tiago se refere tem esse problema. A sua língua é desgovernada; ele não é capaz de refreá-la. Refrear significa dominar com freio; por freio em alguma coisa ou algum animal. Figuradamente é moderar, sujeitar, reprimir, conter. Língua não refreada é, pois, língua desgovernada, língua sem controle. Freio é o aparelho com que se regula o movimento das máquinas... e dos animais. Língua não refreada é veículo sem freio, que ocasiona desastre... a língua não refreada não é outra coisa senão um vulcão em lavas, a espalhar terror e morte por todos os lados; é um barco sem leme, um fogo no bosque, um veneno na boca: incendeia, apunhala, mata, retalha, infama, num caudal de misérias por entre disputas, contendas, maledicências, difamação, mexerico, calúnias, insultos, obscenidades, impropérios e maldições, levando de roldão a dignidade, a honra, o caráter, a reputação, com uma voracidade infernal”. (Veja ainda Tiago 3.3-12)

 

3) A Pessoa Engana a Si Mesma – A pessoa se considera religiosa, mas está sendo vítima de um auto-engano. Nas palavras de Tozer: “Ela comete fraude em dano próprio”.

            Temos vários textos na Bíblia que nos exortam a não nos deixarmos enganar. Efésios 5.6 diz: “Ninguém vos engane com palavras vãs...”. Às vezes somos enganados pelos outros, mas Tiago mostra que às vezes somos nós quem nos enganamos a nós mesmos, por não refrearmos a nossa língua.

 

4) A Pessoa Tem Uma Religião Vã – “Ter religião e não refrear a língua é desvirtuar a religião, é torna-la vã na sua aplicação”.

            Se plantarmos uma grande floresta e depois atearmos fogo nela, terá sido vão o nosso esforço.A religião implica em comunhão. Uma língua desgovernada pode quebrar a comunhão, tornando vã a religião da pessoa. Não tem muito valor a religião da pessoa cuja língua é peçonhenta.

 

Concluindo – A língua não é algo que alguém de fora possa dominar. Só o dono dela poderá fazê-lo, no poder do Espírito Santo. Se a pessoa não se dispõe a isso, seria melhor deixar de ter religião. Religião nenhuma é melhor que religião vã.

 

“... quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano” (1 Pedro 3:10 RC)

 

“... de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo. ... por tuas palavras serás justificado... [ou] condenado” (Mateus 12:36-37 RC)

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

Muqui, Abril de 2016

prwalmir@hotmail.com

 

Imagem de Eder Santos em https://i.ytimg.com/vi/M0-JfazSWiM/maxresdefault.jpg

domingo, 10 de abril de 2016

ALEGRIA NO SENHOR

ALEGRIA NO SENHOR

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 “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.” (Filipenses 4:4 RA)

 

     1.    Laren Spear, citado por Moysés Marinho de Oliveira em “Manancial de Ilustrações”, traz-nos a seguinte reflexão:

 

Num de seus livros, o renomado naturalista John Muir dedica um capítulo ao melro. Ele afirma que, de todos os pássaros das montanhas, nenhum o alegra tanto como este. Os melros, pássaros alegres e corajosos, procuram as mais frias áreas, onde regatos cristalinos e cascatas são encontrados. Mesmo no escuro, no inverno, seus gorjeios são ouvidos sem uma nota de tristeza. Muitos cristãos têm aprendido a viver nesse espírito. Nossa fé e nossa alegria são constantemente testadas em situações difíceis. Através de nossas palavras e dos nossos rostos revela-se a exata medida de nossa fortaleza espiritual.

 

2.    Será possível ao ser humano manter um espírito contínuo de alegria?

3.    Muitos diriam que não, citando até, para justificar sua resposta, um grande número de acontecimentos que acometem o ser humano no decorrer de sua vida, e que se constituem em interruptores da alegria.

4.    No entanto, Paulo, mais do que exorta, manda aos crentes filipenses (e a nós) que sejam alegres “sempre”.

5.    Como será isso possível?

6.    O segredo se encontra na expressão “no Senhor”.

7.    Só quem está no Senhor pode ter alegria contínua. E o próprio Paulo era um exemplo disso.

8.    Um homem chamado Braune, citado por Champlim no volume 5 de O N. T. Int. V. por V., comentando essa ordem de Paulo, disse:

 

Essa reiterada exortação se torna tanto mais notável quando nos lembramos que Paulo, ao escrever ou ditar esta epístola, estava com o braço direito acorrentado ao braço de um soldado romano, ou que, mesmo que assim não fosse, era prisioneiro sob a vigilância constante de uma sentinela que nunca o abandonava.

 

9.    E o próprio Paulo, comentando aos coríntios sobre seus sofrimentos, disse que em muitos momentos ele fora contristado, mas não perdera a alegria. E nem podia, pois essa alegria é um dos aspectos do fruto do Espírito que habita no crente (Gálatas 5:22).

10. Independentemente da circunstância, no Senhor o crente tem alegria.

11. Se ele é crente de fato e permanece de fato no Senhor, isto é, se ele está unido a Cristo e o tem como Senhor de sua vida e lhe é fiel, ele tem alegria incondicional.

12. O profeta Habacuque assim se expressou:

 

Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente. (Habacuque 3:17-19 RA)

 

13. Jesus, nas horas que precederam sua traição e crucificação, ofereceu a seus discípulos sua alegria e paz:

 

...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. (João 14:26-27 RA)

 

Tenho-vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós, e o vosso gozo seja completo. (João 15:11 RA)

 

14. O que tem perturbado você e lhe arrebatado a alegria? Você tem passado por alguma circunstância que, parece, quer lançar-lhe para baixo de um jeito que tornará difícil manter a alegria?

15. Se sim, então ore! Coloque esse problema diante do Senhor com fé e sinceridade, mas não pense em perder a alegria.

16. Não deixe que sua alegria dependa das circunstâncias externas. Sua alegria deve ser “no Senhor”. Mantenha a sua fé em Deus. A verdadeira fé não pode ficar prostrada pelo confronto com a dureza da vida.

17. A única coisa que pode abalar sua alegria é uma vida cristã deficiente.

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves

prwalmir@hotmail.com

sexta-feira, 8 de abril de 2016

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

CUIDADO COM O QUE VOCÊ FALA

 

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” (Efésios 4:29 RC)

 

1.    Um irmão muito preocupado com seu temperamento, procurou ajuda com o pastor. - "Pastor, o que devo fazer quando estou dirigindo e fico nervoso, com vontade de xingar os outros motoristas?" O pastor coçou a cabeça e respondeu: - "Antes de mais nada, você deve tirar do carro aquele adesivo "Jesus te Ama"

2.    "Não há espelho que melhor reflita a imagem do homem que suas palavras". (Luiz Vives)

3.    "Conhecemos um pássaro pelo seu canto, e um homem, pelas suas Palavras". (Paulo E. Holdcraft)

4.    "Você pode se lamentar muitas vezes por por ter pronunciado uma palavra indelicada, mas nunca por ter pronunciado uma palavra bondosa" - Bert Estabrook

5.    Uma das exortações que se encontra em abundância na Palavra de Deus é a exortação para que o crente não continue na prática dos antigos costumes.

6.    Das tentações o crente nunca estará, nesta vida, livre, mas ele pode oferecer resistência e vencer às tentações ao invés de ceder às mesmas. Tiago diz que se o crente resiste ao diabo, este foge dele (4:7), e que este crente que suporta com perseverança a provação é bem-aventurado e aprovado por Deus (1:12).

7.    Uma das tentações pela qual o crente é assediado é a tentação de pecar com a língua. Deus deu ao homem a capacidade de falar, e o homem desenvolveu a capacidade de falar o que não deve.

8.    Na Bíblia encontramos várias exortações a respeito do pecar com a língua. Dentre elas:

 

“Porque quem quer amar a vida e ver os dias bons, refreie a sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano;” (1 Pedro 3:10 RC)

 

“Se alguém entre vós cuida ser religioso e não refreia a sua língua, antes, engana o seu coração, a religião desse é vã.” (Tiago 1:26 RC)

 

“Assim também a língua é um pequeno membro e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.” (Tiago 3:5-6 RC)

 

“Mas, agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca.” (Colossenses 3:8 RC)

 

9.    E também o nosso texto inicial é um exortação. Ele nos diz três coisas:

 

I. Não devemos falar palavras torpes

 

“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe...”

 

1.    Torpe = “desonesto; infame; repugnante; nojento; obsceno; indecente; vil”

2.    A palavra grega utilizada é saproz. Essa palavra no original significa: “podre, decadente”, e era usada para indicar peixe, carne ou vida vegetal estragados.

3.    Figuradamente então, indica palavreado mau, corrupto, imoral.

4.    Não se trata apenas de palavras obscenas;

a.    uma fofoca também é um “peixe podre”;

b.    uma mentira também é um “peixe podre”;

c.    uma palavra carregada de ira também é um “peixe podre”;

d.    um palavreado sempre ‘acusativo’ também é um “peixe podre”;

e.    usar a língua para, constantemente, reclamar, também é um “peixe podre”;

f.     palavras precipitadas podem ser um “peixe podre”;

g.    até mesmo algumas palavras certas mas no lugar completamente errado, onde e no momento em que elas não podem transmitir graça e edificação, podem ser um “peixe podre”.

5.    Temos que ser sábios no falar. Digo sábios não no sentido de termos um palavreado difícil, e sim no sentido de sabermos o que falar, e onde e quando falar; também no sentido de saber ouvir para depois falar. Provérbios 18:13 diz que “Quem responde antes de ouvir mostra que é tolo e passa vergonha.” (BLH), e alguém já disse que não foi à toa que Deus nos deu uma boca só, mas dois ouvidos.

 

II. Nossa fala deve ser útil na promoção da edificação

 

“...mas só a que for boa para promover a edificação...”

 

1.    Não só as palavras, mas a vida inteira de um crente deveria visar a edificação e o benefício alheios.

2.    As nossas palavras devem ter o objetivo de ajudar as pessoas e fazê-las crescer ou vencer um obstáculo, e não de desanimá-las.

3.    Essa palavra que edifica pode vir em algum momento em forma de exortação e em outro em forma de consolo e encorajamento. O tempo e o lugar é que vão nos indicar se uma determinada palavra será boa ou ruim, será edificante ou prejudicial.

4.    Um homem chamado Faucett disse que “nossas palavras deveriam ser quais pregos fincados em lugar seguro, palavras que se adaptam ao tempo presente da pessoa com quem falamos no presente”.

5.    Para sermos edificantes em nossas palavras é necessário que desenvolvamos o hábito de pensar. Temos que pensar em

a.    o que queremos dizer,

b.    por que queremos dizer,

c.    com que objetivo queremos dizer.

6.    Eu conheço irmãos que “não levam desaforo pra casa”; mas se eles levassem e pensassem em palavras que exortariam acerca daquele desaforo sofrido, com o objetivo não de “responder à altura”, mas de ajudar o desaforado a enxergar o erro que comete e a consertar-se, e dissessem essas palavras à pessoa no tempo e lugar certo, eles seriam edificantes em suas palavras. Quando isso não acontece, o desaforado e o que sofreu o desaforo mas não o “levou para casa” acabam cometendo o mesmo erro: o de não contribuir para a edificação um do outro.

 

III. Nossa fala deve ser repleta de palavras que ministrem graça

 

“...só a que for boa...  para que dê graça aos que a ouvem.”

 

1.    A própria edificação, comentada acima, é uma graça.

2.    Qualquer palavra que confira algum favor, algum bem espiritual é bem vinda.

3.    Um consolo, uma reprimenda, um encorajamento, uma correção, bem aplicados, com amor e no momento certo, é sempre bem vindo.

4.    Para cada encontro com o nosso próximo deveríamos ter uma palavra transmissora de graça para aplicarmos conforme a ocasião nos permita. Isso é bom e agradável aos olhos do Senhor.

 

Concluindo

 

1.    O nosso palavreado precisa ser rico. Não rico de palavras difíceis e de perfeita concordância verbal, e sim, rico por ser edificante, transmissor de graça e não repugnante e afastador como um peixe podre.

2.    A nossa língua é um fantástico órgão que Deus nos deu, mas pode ser altamente destrutivo se não o colocarmos sob o controle do Espírito de Deus.

3.    Vamos fazer isso diariamente, em nome de Jesus! Amém!

 

Pr. Walmir Vigo Gonçalves